Projecto Educativo

Introdução
O projecto educativo foi redigido após alguns anos de experiência e pretende fornecer uma orientação simples e clara a todos os membros da comunidade, aos voluntários, às crianças, aos jovens e a todos aqueles que, de alguma forma, estão implicados na tarefa educativa. A dificuldade maior reside na incapacidade de elaborar e tornar operacional um projecto educativo que desague num programa concreto com finalidade e objectivos a curto, médio e longo prazo. A educação constitui, por si mesma, um ponto de junção, um cruzamento, pois é uma opção pela liberdade, levada a cabo livremente. As crianças e os jovens aprenderão a viver e a amar cada vez mais a comunidade se reconhecerem nela um projecto claro; de facto, a programação é essencial para a própria dinâmica educativa comunitária.

 

Algumas observações
1. O projecto educativo, tanto para as crianças como para os jovens, possui uma articulação diferente na teoria e na prática. Mas estes dois níveis são complementares e, nalgumas ocasiões unem-se numa interacção mais eficaz e rápida. Atenção permanente aos valores...


2. As situações de violência escandalosa, sobretudo nas crianças, recomendam uma atenção permanente aos valores objectivos da vida, sem descurar a aplicação e a importância das pequenas coisas. Um simples sorriso ou um momento de agressividade, mais ou menos dissimulado, podem ter um impacto decisivo, atrasando ou estimulando o crescimento humano.


3. O optimismo e a alegria devem fazer parte desta caminhada educativa sem contudo pôr de lado a necessidade de uma estrutura juvenil concreta e flexível. As iniciativas adequadas Significam acontecimentos...  


4. A tarefa do educador consiste em ajudar a criança e o jovem através de iniciativas adequadas, a familiarizar-se com leituras e momentos de reflexão serena, a fim de assimilar com profundidade o alcance das propostas e o significado dos acontecimentos. Intervenções exigem atenção...


5. As intervenções mais exigentes requerem uma atenção atenta e fundada na verdade, mas também na simpatia, no bom gosto e na amabilidade. O nível exigente da alegria e confiança.


6. O nível de disciplina mais exigente, quando caldeado de alegria, de confiança total e que adopte até o jogo, pode tornar palmilháveis as subidas mais íngremes. A palavra final é ditada sempre por um relacionamento de amizade e de estima recíprocas.



Capitulo I

...Importância do Projecto Educativo


A partilha implica um estilo de vida
Um Projecto Educativo constitui sempre uma enorme responsabilidade para todos os que fazem parte da comunidade, mas de uma forma especial para todos os responsáveis e educadores que exercem um papel de unidade e de serviço. Consideramos indispensável acentuar aqui um dos aspectos essenciais da vida comunitária, ou seja, o da partilha mútua. A partilha total implica um estilo de vida que se adquire em cada dia. É uma dimensão do Coração e do comportamento. No que toca à partilha com crianças e jovens em dificuldades esta implica um relacionamento mais empenhado fundado na confiança mútua e no crescimento contínuo de todos os valores da vida. A arte de amar não é apenas um modo de vencer o egoísmo mas o de levar a cabo uma escolha. Diariamente todos se empenharão em tornar educativo o projecto, fazer libertadora e verdade, sempre num esforço de fidelidade às crianças e aos jovens. Se queremos construir personalidades autênticas que saibam insuflar no mundo o fermento de uma vida nova devemos dar importância à esperança corajosa. O mundo de hoje tem necessidade de homens que sejam porta-vozes da esperança e se empenhem numa renovação autêntica.


Linhas Essenciais
A experiência do Educador
O educador leva a criança e o jovem a amar a realidade que o envolve; isto é, a comunidade, deverá dar-lhes a conhecer e levá-los a apreciar a experiência histórica e pedagógica da mesma comunidade. Amar quer dizer desenvolver ao máximo a sensibilidade, o reconhecimento e o esforço por adquirir um profundo sentido histórico da vida, percorrido pela criança ou jovem na comunidade.


Características do Projecto Educativo
a) Deve traduzir-se em factos e dar lugar a um relacionamento cada vez mais íntimo;
b) O jovem deve ter ao seu lado uma mão forte para o animar na caminhada difícil da vida;
c) O educador deve orientar a dinâmica para uma iluminação interior, que ajude a descobrir a luz da verdade e os valores mais importantes;
d) O educando deve ser orientado para a sociabilidade, para a vida em família e para a solidariedade eliminando o oportunismo e o egoísmo;
e) A relação pessoal deve acentuar o valor do trabalho em equipa e a responsabilidade entre o educador e os voluntários;
f) O Educador deve estar atento às dificuldades e falhas dos jovens. Este trabalho de preocupação pode implicar em casos específicos um tratamento terapêutico ou até uma mudança de casa.
g) O educador nem sempre deve partilhar com os outros os problemas que surjam nos casos mais difíceis.
h) É necessário fomentar um ambiente de relacionamento interpessoal, bom entendimento.
i) Quanto mais os educadores souberem superar as dificuldades mais facilmente se estabelecerão, dinâmicas, laços de cooperação e solidariedade - que ajudam a criança e o jovem a descobrir o valor da sinceridade.



Capitulo II

 

Linhas gerais do programa diário

No dia-a-dia da comunidade educativa não se devem deixar espaços vazios, tempos mortos que favorecem a incerteza e a sensação de inutilidade. O dia-a-dia deve ter um objectivo preciso com alguns encargos para que o jovem se sinta útil a si mesmo. Tempos mortos podem favorecer um sentimento de inutilidade e desânimo, levando a criança ou jovem a regressar sem sentido crítico ao seu passado de ambiguidade.



Algumas normas a pôr em prática:
a) A criança ou jovem deve saber, em qualquer hora do dia o que tem a fazer, como e com quem deve trabalhar, onde e, sobretudo porque realiza tal acção.
b) Devem reconhecer a importância da ordem e da disciplina, para pôr em ordem a sua vida.
c) O horário e os programas devem ser conhecidos por todos os elementos, bem como, quem é o seu monitor e voluntários e onde encontrá-los.
d) O programa geral do dia deve ter em conta as metas educativas propostas, as exigências, as atitudes de cada membro da comunidade e as suas dificuldades.
e) É fundamental saber onde se encontra o monitor que deve estar sempre à disposição de todos especialmente dos que passam por dificuldades visíveis.
f) O monitor é uma presença contínua, atenta, discreta e acolhedora, que se revelará como forma de terapia e segurança para o grupo. A presença revela-se terapia...
g) O monitor não deve deixar-se levar da psicose de andar de um lado para o outro - evitar-se-iam muitos problemas se o monitor for uma presença animadora, amiga e cortasse à nascença algumas manifestações de problemas.

Momentos do programa diário

Sabor de um acontecimento...
Cada jornada constitui uma responsabilidade e como tal, deve ser vivida com entusiasmo. O dia-a-dia, na verdade, deve ter o sabor de um acontecimento; só assim se perceberá a importância de uma saudação amiga aos colegas.  Um “bom dia” cordial revela-se um modo de estimular o mito a superar contratempos no grupo.

 

Levantar:
Quando: a horas previamente estabelecidas o encarregado acordará todos os membros do grupo.
Como: Com bons modos e em espírito de serviço recordará a todos que constitui predisposição eficaz para todo o dia o levantar rápido e que a demora implica já um acto de preguiça.

Pequeno-almoço:
Servir-se-á a todos, na simplicidade;
Evite-se a queda de migalhas no chão e procure-se deixar a mesa limpa; os responsáveis levantarão a mesa e procederão à lavagem da loiça.
O pequeno-almoço decorrerá das 7:45 ás 8:15 e nunca depois.
O monitor resolverá algum caso especial.

As aulas:
Os que têm aulas dirigem-se às respectivas escolas, procurando levar a sua pasta em ordem e os respectivos trabalhos todos realizados.
No final das aulas regressam ao lar.

Nos grandes intervalos, por falta de professores devem apresentar-se ao respectivo monitor.

Trabalho:
O trabalho constitui para nós um meio extremamente importante de responsabilização e sociabilização.

 

Que tipo:
Será o que figurar na escala do respectivo grupo ou o que for assinalado pelo monitor.

 

Como efectuá-lo:
É necessário que o primeiro objectivo seja “aprender a trabalhar”.
Para que o monitor possa ensinar é indispensável que cada um se disponha a aprender. Trata-se de descobrir o melhor modo de trabalhar o que leva a pôr em acção todas as potencialidades: inteligência, arte, coração e vontade.

Ambiente:
Evitem-se as conversas inúteis que criam discussões e alteram a serenidade com intervenções banais.
Depois de qualquer ocupação, cada um cuidará da higiene pessoal.

Almoço:
O almoço constitui um momento de festa e deve decorrer em ambiente de serenidade. Durante ele todos deveram sentir-se bem juntos.

 

Quando:
Os que têm aulas de tarde às 12:30 devem dirigir-se à sala de jantar para a refeição e preparar a saída para a escola.
Os que têm aulas depois de regressarem arrumam os livros no sector e dirigem-se ao refeitório.

 

Como:
Não se vive para comer; come-se para viver. À mesa não deve imperar a pressa, a sofreguidão e a gula. O almoço reveste-se de uma dignidade onde a grosseria não tem cabimento, e sobretudo pelo respeito que merecem as pessoas que o preparam.

Quem prepara a mesa:
Deve ser disposta rapidamente com diligência e bom gosto. O grupo deve descobrir o prazer de estar à mesa em conjunto, atento a que nada falte ao colega do lado.

 

Consciência:
Nunca devemos esquecer que o que nos é servido, constitui um gesto de solidariedade de muitas pessoas.

 

Encargos:
Finda a refeição o responsável deverá levantar a mesa limpando o local e colocando cada coisa no seu lugar. Deve lavar a loiça e respeitar as normas de higiene indispensáveis.

 

Tempo livre:
Findas as aulas, o estudo e o trabalho, tem lugar um tempo que nunca pode ser um espaço sem afazeres.

Que fazer:
O grupo ocupará tal tempo com tarefas construtivas: leituras, músicas, filmes, desporto, tempo de formação e formação religiosa.

 

Como:
O grupo não deve ficar sem fazer nada.
É precisamente durante o tempo livre que se deve dar livre curso à criatividade e a trabalhos em conjunto.

 

TV e Filmes:
O programa televisivo deve ser previamente seleccionado pelo responsável tendo em conta sempre a qualidade e o proveito formativo de cada criança ou jovem.

 

Espectáculos:
A comunidade deve promover alguns espectáculos com teatros e música que devem ser orientados por um encarregado. Os espectáculos devem ter uma finalidade educativa e formativa para todos os que neles participem.

Tempo de Leitura
Porquê:
Porque a leitura constitui um tempo de reconhecimento, de experiência e de confrontação em ordem a um autêntico conhecimento natural. No local da leitura está proporcionado um ambiente de relaxamento tranquilizante que é benéfico à paz interior.

 

Como:
A leitura produzirá fruto a longo prazo se for estimulada por um desejo intenso de aprender. Atenção, uma vez que os livros representam um património cultural de crescimento e de enriquecimento esforcem-se todos por evitar a sua perda ou os deixar fora de sítio para que não desapareçam.

Recomendações:
A maior pobreza a combater e que conduz a tantas misérias chama-se ignorância ou falha de cultura. Várias formas de marginalização são provocadas pela enorme pobreza de valores, de cultura e critérios morais.

Tempo para Lanchar:
Por volta das 10:30h e das 16:00h o responsável por recolher o lanche deve dirigir-se à cozinha e fazer o levantamento das doses necessárias para os elementos do grupo que se encontra em casa.
Os que estão nas aulas antes de sair devem recolher na cozinha o respectivo lanche e não o devem comer ao longo do caminho e antes do tempo previsto e muito menos desperdiçá-lo.

O Jantar
Quando:
Normalmente o jantar é servido entre as 18:45 e as 19:30h.
Pormenores: Alguns acontecimentos do grupo (aniversários, etc.) devem ser festejados segundo a capacidade criativa do grupo responsável.

Reuniões:
Constitui um espaço privilegiado de escuta, conformação, conhecimento mútuo e participação.

 

Para quem:
Para o grupo que for solicitado a apresentar-se no respectivo lugar e na hora determinada.

Final do dia
Quando:
Quando o monitor da noite der a autorização para se dirigirem aos respectivos quartos que será entre as 21:30h e as 22:30h.

 

Excepções:
À segunda-feira às 21:00h para todos os grupos, visto que, todos os grupos tiveram de se levantar cedo para regressar ao lar.

 

Quartos:
É um espaço reservado apenas para descansar e estudar e não para falar, jogar, ouvir música ou fazer barulho.

Sensibilização
A finalidade da comunidade é também a de fomentar a solidariedade.
Sem essa preocupação, a comunidade educativa arrisca-se a tornar-se um gueto.

 

Experiências de serviço
Se o crescimento humano se pauta pela preocupação e pela disponibilidade, pelos demais, então a comunidade deve descobrir e propor um ritmo prudente e gradual nas tarefas e estar atento à formação das crianças e dos jovens.



Capitulo III

Acolhimento
Acolher pressupõe revelar-se atento, em qualquer momento, aos que chegam à comunidade, e fazê-lo com alegria e serenidade. Quem chega a casa deve sentir-se acolhido como pessoa que é, com as suas dificuldades e amarguras.
O primeiro contacto é muito importante. Assim deve-se-lhe prestar uma atenção especial para que se sinta aceite e pessoa desde o primeiro dia, e possa respirar um clima de fraterna amizade e carinho.
Evite-se a indiscrição e muito menos classificar ou atribuir qualquer alcunha.
O grande risco que permanece sempre latente, é o de se apostar mais no parecer do que no ser. Serão os factos, e não as palavras, a demonstrar que as máscaras já desapareceram.





Capitulo IV

Problemas Educativos

1. Índice de crescimento
A tarefa formativa deve assentar numa tarefa de conjunto entre o responsável principal e os seus colaboradores, já que a discrepância de critérios viria a prejudicar as próprias crianças e jovens.
2. Perigos de esterilidade
É real o perigo de nos sentirmos satisfeitos com o alargamento da comunidade quando tudo parece estar em sintonia com o regulamento.
Recordemos que “a água estagnada apodrece e que até a semente fértil cria mofo, quando armazenada durante muito tempo”.Consideremos agora alguns problemas da vida de grupo:
3. Conhecimento da criança e do jovem
Conhecer a criança e o jovem é a condição indispensável para ajudar a crescer interiormente. Neste campo existe sempre o perigo de o jovem não revelar totalmente a sua experiência passada, esquecendo pormenores importantes, sobretudo no tocante às causas que motivam os problemas actuais .
... vontade frágil ...
4. Falta de vontade
Não esquecer que as crianças e os jovens que nos chegam possuem uma vontade frágil, às vezes até deformada, devido às situações desastrosas que anteriormente viveram. É importante que o educador ajude o jovem, através de trabalhos concretos e programados, a recuperar uma vontade forte e determinada.
5. Solidariedade e Altruísmo
A fim de favorecer o sentido da solidariedade e altruísmo e uma mentalidade comunitária e social, o responsável deve promover iniciativas que favoreçam tal objectivo e comprometam simultaneamente o jovem.
Uma comunidade que se limita a receber ajuda, sem procurar ajudar e pôr em comum preocupações e sofrimentos, não pode chamar-se comunidade educativa.
6. Ver sempre o lado positivo
A relação educativa deve ser sincera e carregada de atenções, apostando sempre no lado positivo da criança e do jovem, a quem se podem confiar tarefas específicas, em ordem ao seu crescimento interior.
... compromisso efectivo.
7. Dificuldades e deficiências
A comunidade não deve ser um “paraíso terrestre”, onde cada qual se sente protegido e imune de certas provocações; se é uma escola de vida, deve educar o jovem para enfrentar com coragem situações, mesmo desfavoráveis, que exigem um compromisso efectivo.
O que deve causar-nos admiração não são dificuldades, mas os nossos próprios erros. Tomar consciência destas carências, para sanar depois o que foi afectado, constitui o melhor caminho na tarefa educativa.
8. Constatações
Um dos melhores meios de análise é constatar que, se falta confiança e apreço pelo responsável tudo pode degenerar em formalismo e em trabalho puramente académico.
Esta anomalia daria lugar à hipocrisia e à mentira. Conservar a “máscara” constitui um perigo grave.
9. Fidelidade
O responsável não deve preocupar-se apenas com a gestão da comunidade, mas verificar também com lucidez onde conduz o caminho empreendido, e se a comunidade é fiel aos compromissos assumidos e aos problemas actuais.
10. Condicionamentos
O educador, se o quer ser, tem de possuir um equilíbrio psíquico permanente e uma liberdade interior a toda a prova, para não se deixar levar, nem condicionar, nem enredar por situações ambíguas.
O papel do educador implica sempre um trabalho de transparência sem compensações afectivas, e sem pôr de lado nunca a prudência e as normas do projecto educativo.



Capitulo V

Diversidade de funções e competências


Um projecto educativo, digno desse nome, fundado em critérios educativos claros, não pode dispensar a existência e o cumprimento de determinadas funções, competências e responsabilidades, que vamos apontar em seguida:


a) O Director ou o Primeiro Responsável:
Deve possuir qualidades de prudência e inteligência. Em determinadas ocasiões deverá encontrar-se com os vários grupos da comunidade para dialogar com os seus membros e apreciar o ritmo das fases da vida da criança ou jovem. A sua esfera de acção e a sua responsabilidade laboral abarcarão tudo quanto diz respeito à vida de todos os grupos da comunidade.

 

b) Conselho:
Órgão de extrema importância, colabora com o primeiro responsável na orientação da comunidade e dela faz parte o grupo de monitores, técnicos e voluntários.

 

c) Coordenador:
É um perito conhecedor dos problemas da comunidade, que goza da confiança do primeiro responsável e dos membros da comunidade. O primeiro responsável, confia-lhe determinadas funções em tempos específicos; deve manter um bom relacionamento e colaboração com as crianças e os jovens.

 

d) Monitores:
Desempenham a sua actividade na comunidade e concretamente no grupo. Devem velar e preocupar-se com cada membro do seu grupo, a saúde, o seu aproveitamento, comportamento e crescimento humano.
Devem ser pessoas de uma grande capacidade de visão, serenidade e criatividade.

 

e) Serviço da Psicologia:
Deve orientar e formar os monitores para o exercício de qualidade nas suas funções. Acompanhar com muita atenção todos os casos problemáticos dos respectivos grupos. Nas escolas deve ter uma presença orientativa.

 

f) Serviço Social:
Deve exercer a sua actividade junto das famílias e velar atentamente pela evolução e equilíbrio humano e social da respectiva família. Deve fazer chegar ao Primeiro Responsável todos os elementos necessários para o conhecimento de cada realidade. O levantamento de cada situação deve obedecer aos critérios da própria instituição.
g) Secretaria e acolhimento:
A segurança numa boa contabilidade é fundamental para o equilíbrio da comunidade.
O acolhimento, é a janela, do exterior para o interior...

 

h) Cozinha:
Devem exercer a sua função com alegria, respeito, limpeza e dignidade. Ter consciência de que, depois de uma boa alimentação, todos se sentem felizes.

 

i) Outras Funções:
Serão exercidas com qualidade e buscando sempre e em todos os gestos, sinais de quem se sente educador. Sabendo perdoar e comunicar a quem de direito qualquer problema que encontre no exercício da sua actividade.

 

j) O voluntariado no Lar Juvenil:
- Ser voluntário é exercer a sua cidadania de forma solidária e intervir no mundo livre e activamente.

• Voluntariado 1
- Os voluntários exercem a sua actividade, nos grupos e no staff de apoio partilhando a sua disponibilidade e sensibilidade, valorizando-se humana e intelectualmente, vivem no Lar Juvenil e recebem apoio logístico, aprendem a viver com um mundo diferente...

• Voluntariado 2
- Estão associados ao Leben Power (Poder da Vida) valorizando o património, animando actividades culturais, despertando vontades para a solidariedade e criando laços de acolhimento com os que nos ajudam.
Este grupo é constituído por jovens voluntários, que exercem a sua actividade ao longo da semana no Lar, e outros jovens externos ao Lar Juvenil...

• Voluntariado 3
- É exercido por professores e outros que disponibilizam o seu tempo para dar explicações e acompanhar os diversos tempos.

• Auxiliares
- Exercem a sua actividade em sintonia com os monitores e os voluntários, com tarefas nos grupos. São escolhidos segundo as suas qualidades, capacidades e personalidade.
Os auxiliares preparam-se
para o futuro!